• Meu diário nada secreto! ♥










terça-feira, 24 de abril de 2012

Borboleta azul

É o símbolo da transformação, da libertação. Especialmente para as mulheres, o sonho com borboleta é de muito bom presságio, e sinal de que tempos de muito amor e felicidade se aproximam.

É a essência do individuo: a alma. As borboletas são também símbolos de transformação, pois passam pela metamorfose.

Na cultura greco-romana, assim como na egípcia, acreditava-se que a alma deixava o corpo em forma de borboleta. A palavra psique, em grego, quer dizer ao mesmo tempo espírito e borboleta. Nos afrescos de Pompéia, a psique é representada por uma criança com asas de borboleta.

Para a civilização asteca, ela era o sopro vital que saía pela boca do morto, além de estar associada a uma divindade (Itzpapalotl, cruzamento de uma mulher com uma borboleta). Esse simbolismo está relacionado à sua metamorfose, que, metaforicamente, expressa a saída do túmulo (casulo) para o renascimento.

.: A lenda da Borboleta Azul

A lenda conta a que uma menina curiosa decide colocar à prova o velho sábio, por duvidar que fosse realmente um sábio. Tomou nas mãos uma borboleta azul, escondeu as mãos com a borboleta para trás. foi até o sábio e disse: tenho nas mãos uma borboleta azul, ela está viva ou morta? Antes que o sábio respondesse tinha preparado o seguinte ardil: se ele disser que está viva, eu a esmago e ela estará morta; ele não é um sábio. Se ele disser que ela está morta, eu a deixo voar; ele não é um sábio. Mas o sábio, como podiamos esperar de um sábio, foi muito sábio em sua resposta, ele disse: Ela está em suas mãos, depende de você.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Que você me veja assim!

O que eu peço é que você seja sempre de verdade também.

Que me queira assim, imperfeita e cheia de confusões. Que saiba os momentos em que eu preciso de uma mão passando entre os fios de cabelo. Que perceba que às vezes tudo o que eu preciso é do silêncio e do barulho da nossa respiração. Que veja que eu me esforço de um jeito nem sempre certo. Que veja lá na frente uma estrada, inteiramente nossa, cheia de opções e curvas. E que aceite que buracos sempre terão.

O que eu peço é que você me veja de verdade. Que não queira a melhor mulher do mundo. Que você olhe dentro de mim e veja o que eu sou, com meus momentos de sabedoria, esperteza, alienação e ingenuidade, porque eu nunca vou saber tudo. E entenda que de vez em quando faço questão de não saber nada. Que você note que eu faço o melhor de mim e de vez em quando desconheço o que eu realmente posso ser. Peço que você tenha paciência grátis e um colo que não faça feriadão.

Que me ensine mais, a cada dia, o meu. E o seu. ♥

1 ano de namoro! ♥

Hoje se completa 1 ano de namoro!

É difícil encontrar alguém que esteja sempre com você, que te ame, te respeite, seja seu companheiro, cúmplice, que confie e esteja com você em todos os momentos, bons, ruins ou péssimos. Eu tive a felicidade de encontrar uma pessoa assim, e hoje se completam 365 dias ao lado dele, aquele que me faz feliz, que me completa, que me faz sorrir. Que me faz ser capaz de fazer qualquer loucura por ele.

Eu o amo como nunca amei e nunca vou amar outra pessoa, ele me faz feliz, me faz sonhar, me faz viver. É, ele é tudo pra mim e me mostra que sou tudo pra ele. E eu agradeço a Deus todos os dias por ter posto ele em minha vida pra me tornar quem eu sou hoje.

Obrigada meu amor, por estar sempre comigo, por me amar como eu te amo.

13 de janeiro de 2012 - 1 ano de namoro! ♥

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O que você nunca vai saber!

Não pretendo te contar sobre minhas lutas mentais. Você terá nas mãos minha simplicidade e minha leveza, que podem não ser totalmente verdadeiras, mas foram criadas com muito carinho pra não assustar pessoas como você. Não vou ficar falando sobre a complexidade dos meus pensamentos, minha dualidade ou minhas dúvidas sobre qualquer sentimento do mundo. Vou te deixar com a melhor parte, porque eu sei que você merece. Guardo pra mim as crises de identidade e a vontade de sumir. Não vou dissertar sobre minhas fragilidades e minhas inseguranças. Talvez eu te diga algumas vezes sobre minha tristeza, mas só pra ganhar um pouquinho mais de carinho. Ofereço meu bom humor e minha paciência e você deve saber que esta não é uma oferta muito comum.

Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. Se demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. Você anda acertando muita coisa, mesmo sem perceber. Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. Mas já que você chegou no momento certo, vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.

Você não precisa saber que eu choro porque me sinto pequena num mundo gigante. Nem que eu faço coisas estúpidas quando estou carente. Você nunca vai saber da minha mania de me expor em palavras, que eu escrevo o tempo todo, em qualquer lugar. Muito menos que eu estou escrevendo sobre você neste exato momento. E não pense que é falta de consideração eu dividir tanto de mim com tanta gente e excluir você dessa minha segunda vida, porque há duas maneiras de saber o que eu não digo sobre mim: lendo nas entrelinhas dos meus textos e olhando nos meus olhos. E a segunda opção ninguém mais tem.

domingo, 25 de setembro de 2011

Olho turco

Em turco, o olho é chamado de “Nazar Bancugu”. Bancugu quer dizer conta de rosário. A palavra “Nazar”, da língua árabe e emprestada pela Turquia, significa olhar, visão. Acredita-se que quando existe algum mau olhado ou olho gordo, o olho absorve a energia e se quebra, protegendo a pessoa da negatividade. Também conhecido como o Olho que Tudo Vê, o olho turco – um único olho humano cercado por feixes de luz – é símbolo do poder observador e protetor de um Ser Supremo. A forma mais comum do amuleto é o olho de vidro azul. Acredita-se que o mau olhado tem a cor azul, portanto o olho de vidro da mesma cor seria o mais eficaz em desviá-lo. Uma das teorias para a adoção do azul é o fato de se tratar de uma cor de olhos rara na população local, que tem, em sua maioria, olhos castanhos ou cor de mel.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A dinâmica do desejo na histeria

O termo histeria foi amplamente estudado por Jean-Martin Charcot, um eminente neurologista tentando demonstrar que esse fenômeno podia manifestar reações físicas. Freud com base nos postulado por Charcot, fundamentou sua pesquisa na teoria da neurose que eram causadas por lembranças reprimidas de grande intensidade emocional.

No filme Natalie X, acompanhamos a trajetória de Catherine, uma mulher jovem, bonita, bem sucedida e que subitamente descobre estar sendo traída por seu marido Bernard com quem é casada há vinte e cinco anos. Ao questionar a Bernard de quem se tratava uma mensagem recebida pelo celular, foi informada de que não era ninguém em especial, só uma mulher sem importância com quem teria passado a noite. Inconformada, Catherine demonstra sua insatisfação, levando-a a descrer sobre sua feminilidade e ambos passam a culpar um ao outro pelo afastamento e monotonia do casamento. O desejo entre os dois não está despertado, há no casamento acomodação. Catherine resolve procurar uma prostituta, a quem vai dar o pseudônimo de Natalie, e a contrata para seduzir Bernard, descobrir suas fantasias, seu comportamento na cama. Mesmo se sacrificando, ela quer que Bernard seja satisfeito porque acredita ser incapaz de realizar as fantasias sexuais do marido. Ela coloca o marido como sendo o detentor do poder, posição importante de quem tem o falo, no caso o poder, porque ele é desejado por outra mulher. Sua vertente libidinosa vem à tona e Catherine encontra em Natalie um mecanismo para emanar seus desejos, o que ela fazia questão de ocultar. Isso fica bem claro em um momento que Catherine toma como posse um perfume igual ao de Natalie e quando pede a mesma bebida que Natalie dizia tomar junto a Bernard, simbolizando para o marido que ela também poderia ser desejável. A partir daí, surge uma triangulação amorosa, onde Natalie precisa seduzir Bernard para que Catherine conheça mais sobre os desejos do seu marido. Bernard, por sua vez, procura Catherine, mas a mesma está cada vez mais distante e aparentemente indiferente. Ao procurar Catherine para o sexo, Bernard se depara com uma mulher fria e cansada, característica da falta estrutural da histérica que reside exatamente no que ela mais deseja, pois a recusa do sexo sustenta seu desejo de insatisfação. A histérica preserva a falta, o desejo insatisfeito, sem o qual a estrutura da histeria não se sustenta. A histérica goza na falta mesmo que o preço a ser pago por esse gozo seja o desprazer de um desejo não satisfeito. No caso de Bernard, a condição do histérico é poder ter o falo para si e fazer com que este seja objeto de seu controle. Ele demonstra essa angústia pela perda quando desconfia da traição da mulher, demonstrando por essa situação. O histérico masculino diferentemente do feminino é sustentado por sua autoconfiança na virilidade. A partir do momento que a Catherine deixa supor que existe outra pessoa em sua vida que não é o Bernard, ele não se vê mais como objeto de desejo dela.

Natalie passa a narrar detalhadamente os seus encontros com Bernard para Catherine, que por sua vez, na tentativa de por a prova o que conhece sobre o marido, questiona e contesta por diversas vezes o que é dito, demonstrando mais uma expressiva cota de gozo da histeria pelo saber. Ao mesmo tempo em que busca informações sobre o que a afeta, desvaloriza esse saber. É como se nenhuma verdade imperasse por muito tempo, pois ela se recusa a acreditar. Ela sofre pela traição, e por acreditar não ser capaz de ser tão desejada como Natalie, mas há um gozo em Catherine, mesmo quando ela fica zangada e insegura em relação aos encontros de Bernard e Natalie, e ela passa a procurar Natalie diariamente, escutando a narrativa do encontro atentamente. Ela goza no jogo que faz ao não se relacionar com o marido, o que não significa que não haja libido, mas que é maior o gozo esquivando-se da relação sexual. Catherine quer reparar a própria falta engajando-se no ideal de perfeição da mulher ideal, neste caso Natalie, de modo a suprir-lhe essa falta. Catherine não persegue seu desejo com o marido, mas vislumbra um ideal, motivo pelo qual queixa-se continuamente e apresenta sempre justificativas para permanecer naquele lugar, o de esposa, de modo a manter sempre o outro idealizado.

Natalie e Catherine começam a se identificar, e se interessar pela vida uma da outra. Elas passam a se encontrar em locais mais íntimos como a casa da mãe de Catherine, ou na clínica onde ela trabalha. Na identificação com a outra mulher, Catherine fica mais confortável para delegar a outra um suposto saber sobre como ser mulher, o que a isenta da preservação de um saber que para a histérica é inconstante e sustenta a falta de sexualidade o que é de primordial importância no jogo histérico. A partir daí também surge a competição, quando Natalie sente o desejo de ser esposa e narra que Bernard quer morar com ela e Catherine discorda, pois sabe do amor que o marido sente por ela. Como Catherine tem grande dificuldade de se assumir como a mulher sensual, a triangulação amorosa no filme estabelecida, evidencia a identificação com Natalie, a outra mulher, a desejada. Natalie percebe que Catherine gosta de ouvir detalhes sobre as relações sexuais com Bernard, passa a alimentar ainda mais a fantasia de Catherine. Na verdade, Catherine tem esses desejos e não o marido. Natalie incorpora um fetiche, o brilho da mulher desejável, o brilho fálico, mas gostaria de ser a esposa. O desejo de Catherine é despertado pelo aparecimento da outra desejando o marido Bernard. Catherine passa a se proteger da morte do desejo, e sofre ao perceber que o desejo do outro é mais aberto e que há um enigma que é saber o que o marido deseja na outra mulher. É uma identificação feminina, ao modo como Natalie faz um homem a desejar. Ambas passam a ser espelho uma da outra, onde elas buscam traços para se comportar, e isso fica bem claro quando Natalie trabalha num salão de beleza e Catherine resolve dançar e transar com um desconhecido em um local inusitado, anteriormente narrado por Natalie.

Existe na trama uma complexidade familiar da relação entre a Catherine e sua mãe. Isso é algo comum no histérico visto que o amor materno é muito intenso buscando esse a representação daquilo que acredita ser o desejo da mãe.

A personagem Marlene embora a trama possa ter transmitido a mensagem de aproveitadora, aquela situação pode ser interpretada como forma de Natalie ser uma pessoa que não se prostitua e tem uma vida dentro dos padrões de moral social como pessoa. Em determinados momentos a Natalie é quem toma conta da cena sublimando a vida da Marlene.